23.3.06

Drink

Interrompidas duas vezes, ontem, as negociações entre a Câmara de Nova Déli e os festeiros que querem a cachaça até altas horas. Motivo: animos exaltados.
Mas se a Polícia afrouxou, como é que a Câmara vai segurar?
Cachaça, violência e frouxura: o coquetel da segurança pública.
A estória do desemprego é papo furadésimo.
Se a festa começar e terminar mais cedo todo mundo vai e ninguém fica sem emprego.
É rápido que o povo se acostuma.
Impactos negativos sobre o turismo? Mentira!
Só se for o turismo sexual. O turista que investe, compra, se hospeda e deixa grana na cidade não frequenta essas festas porcarias de aparelhagens.
O blog garante que a população é contra a cachaça.
Alguém ousa publicar uma pesquisa?

6 comentários:

Anônimo disse...

Caro Juvêncio,
Se as coisas são realmente como você diz, então porque os "festeiros" querem a "cachaça" até altas horas? Simplesmente porque nao querem um mudança de hábitos? Ou têm receio que a população não se adapte a nova realidade? Não estou defendendo um lado ou outro, apenas quero entender melhor a situação.

Unknown disse...

Obrigado,caro Mauro, pelo comentário e pela pertinência das perguntas que voce encaminha.
De fato acho que as duas hipóteses que voce levanta estão presentes.
A primeira, muito comum em qualquer situação de mudança,a reação, o temor , a desestabilização do "status quo".
É legítimo, porém não deve servir de estímulo ao afrouxamento de uma situaçãoque tem relações diretas com a violência, já atestada aonde a medida foi efetivada.
A segunda, o temor que a população não se adapte às novas regras.
Ora, vamos examinar: não está em jogo o fim das festras, senão novos horários.
Quem há de deixar de se divertir só porque os horários mudaram,não é?
Acho compreensível a reação dos "festeiros",mas não concordo com o afroxamento antes dos novos hábitos serem testados.
Porque só aqui não daria certo?
Abs.

Anônimo disse...

Acho que a curto prazo, os novos horários resolvem, mas de médio a longo prazo essa medida também vai se tornar inoperante.

Vamos ver quem vence, sinceramente nao sei, depois do referendo acredito em tudo...

Só uma observação, aqui nas festas/bares da doca, e redondezas, a polícia ta agindo de maneira exemplar...

Unknown disse...

Grande Alan, multimídia, grande profissional e excelente pessoa!
É uma honra recebe-lo no blog,seu.
Ótimo comentário.
Aonde a medida foi adotada os resultados apareceram imediatamente,inclusive aqui,nos primeiros dias, como revelou a Polícia, através de seu Delegado Geral.
Mas, Sua Majestade, a daqui, afrouxou.
Imagine se o mais dinâmico pólo turístico do Nordeste hoje - a linda Natal - foi prejudicada! Qual o que.
Suas referências londrinas, recheadas de saudades hein?,são um exemplo do mundo civilzado que se tentou implantar aqui em Déli.
Ambas,Londres e Natal, aprenderam a lidar com a mudança.
Acho que Belém reagiu mal a medida porque não foi preparada prá ela.
Nada que uma campanha de conscientização, ao lado de negociações com os setores da noite,não pudesse resolver.
Faltou comunicação, esclarecimento, negociação.
Também adoro uma cervejinha, detesto violência,e a favelização do debate, como se viu na Câmara ontem,como se vê nos programas do deputado Wladimir Costa - favela total! - são as consequencia das lacunas não preenchidas, citadas antes.
Apareça sempre,Alan.Abs (extensivos aos outros Matizes)

Unknown disse...

Marcelio, pena que não insistiram e seguraram as rédeas mais um pouco.Mas, no comentário acima, são descritas algumas razões do insucesso da tentativa, que espero ter sido a primeira.Ainda acredito que, mais adiante, vamos ter que enfrentar esse problema de frente.
De frente, repito.
Quanto a Doca,bem...lá a Polícia tá mais presente,os bares não fecham tão tarde.Mas soube que a turma compra a birita no Líder e vai beber nos carros estacionados.
Se for assim, assim não dá.
Abs.

Anônimo disse...

A questão é de Estado. Favelizaram a minha amada Belém e ponto. Aqui em Brasília, só para contextualizar, há festas que amanhecem o dia, como uma excelente que fui no Estacionamento do Mané (Estádio de Futebol) Garrincha. Era Fat Boy Slim - Grande DJ londrino – em Avant Premiére na América Latina de seu noco CD. De lá, Sir Fat...Foi para os Trios da Bahia agitar, enquanto eu e minha mulher para uma saideira, no Líbanu´s, claro. Dei com a porta fechada e tudo bem. Eram 5:50 da matina. Os botecos grã-finos ou não da cap federal não tem papo. Fecham 3 da manhã e tchau!
Quanto aos custos. As taxas cobradas pelo GDF aos produtores são as mais pesadas da América Latina para uma exuberância tipo Fat Boy, Lenny Kravitz, Titãs ou Banda Calipso, sempre no mesmo Mané, o Estádio, ou em Casas dotadas da melhor infra à disposição. Enquanto que nas cidades Satélites, rolam festas populares com o melhor índice imaginavel de segurança e alto astral. Por que heim!? Porque há uma conscientização Juvêncio. Campanhas 24 horas ensinando o povo o que deve e o que não é aconselhável fazer. Matastes a pau ao falar sobre a preparação de qualquer medida de Estado. Inclusive e não somente, medidas de segurança pública, ou aquelas que são diretamente relacionadas ao lazer constitucional garantido à população. Os aviltantes índices de distribuição de emprego e renda da Capital do Pará são uma bola de neve a ser enfrentada com planejamento e investimento pesado e necessariamente com visão global de governo. Que pena! "O povo não quer só comida. O povo quer comida, diversão e arte". Precisa citar?
Congratulações ao debate.
Val-André Mutran
Jornalista
Brasília